A lua me banhava literalmente. Deitei, colocando minha cabeça em meu confortável travesseiro e percebi que a claridade estava em demasia no meu quarto.
Minha janela sempre ficava aberta. E essa noite ela estava recebendo uma lua linda, cheia e branca. Inacreditável.
Fazendo-me companhia e olhando-me dormir, ela permaneceu lá no alto, até que o sol apareceu e ela se foi... Assim como eu.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
don't ever look back.
Lá estava. As pernas sobre o banco da praça. O vento cortava o rosto.
"Que raio de verão é esse?", pensava. Não imaginaria que em pleno janeiro, o sol quase não apareceria; apenas as nuvens cinzas estavam ao céu. E aquilo combinava perfeitamente com o seu humor.
Se pedissem para descrever seu humor, não hesitaria em dizer: "Cinza, como este céu.".
Mas o cinza tornava-se escuro cada vez mais. O vento bagunçava seus cabelos. Alguns raios apareceram no céu. Não sabia se aguardava mais um pouco.
A mensagem no celular dizia para esperar. A dúvida estava ali, no ar, entre os raios.
Tentava se decidir conforme os raios apareciam.
"Se der um raio, eu espero. Se não, eu vou embora."
Mas ninguém ganhava nessa aposta. O que fazer, então?
Lembrou-se das conversas, tardes e noites que estavam juntos.
No celular, as mensagens ainda estavam guardadas. Selecionou uma aleatoriamente.
"Quem vê a gente, não sabe o que acontece de verdade."
Lembrava-se muito bem sobre o que era essa mensagem.
"Ah, se todos soubessem da verdade...", pensava.
Continou a ler todas as outras. Era muita coisa de uma vez só para ser digerida.
Os conteúdos eram os mais extremos: brigas, "bom dias", "eu te amo", "eu te quero".
Lágrimas estavam nos seus olhos, mas decidiu não chorar. Seria forte o bastante para não derramar uma lágrima sequer.
Lembrou qual era o real motivo do encontro.
Mandou uma mensagem.
"Assim como o céu, exatamente desse jeito, meu coração se quebra mais um pouco. E eu sei que ele jamais retornará ao que era antes."
Havia tomado uma decisão.
E agora não era hora de olhar para trás.
"Que raio de verão é esse?", pensava. Não imaginaria que em pleno janeiro, o sol quase não apareceria; apenas as nuvens cinzas estavam ao céu. E aquilo combinava perfeitamente com o seu humor.
Se pedissem para descrever seu humor, não hesitaria em dizer: "Cinza, como este céu.".
Mas o cinza tornava-se escuro cada vez mais. O vento bagunçava seus cabelos. Alguns raios apareceram no céu. Não sabia se aguardava mais um pouco.
A mensagem no celular dizia para esperar. A dúvida estava ali, no ar, entre os raios.
Tentava se decidir conforme os raios apareciam.
"Se der um raio, eu espero. Se não, eu vou embora."
Mas ninguém ganhava nessa aposta. O que fazer, então?
Lembrou-se das conversas, tardes e noites que estavam juntos.
No celular, as mensagens ainda estavam guardadas. Selecionou uma aleatoriamente.
"Quem vê a gente, não sabe o que acontece de verdade."
Lembrava-se muito bem sobre o que era essa mensagem.
"Ah, se todos soubessem da verdade...", pensava.
Continou a ler todas as outras. Era muita coisa de uma vez só para ser digerida.
Os conteúdos eram os mais extremos: brigas, "bom dias", "eu te amo", "eu te quero".
Lágrimas estavam nos seus olhos, mas decidiu não chorar. Seria forte o bastante para não derramar uma lágrima sequer.
Lembrou qual era o real motivo do encontro.
Mandou uma mensagem.
"Assim como o céu, exatamente desse jeito, meu coração se quebra mais um pouco. E eu sei que ele jamais retornará ao que era antes."
Havia tomado uma decisão.
E agora não era hora de olhar para trás.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
my dear.
Querido,
Boa noite.
O negócio é o seguinte: eu não sei mais o que fazer. Eu tento, viro, reviro e me contorço. E nada faz sentido.
Sabe essa pessoa que está lendo? É, você mesmo. Eu quero você.
Te pegaria no meu carro, daríamos uma volta por aí, em qualquer lugar. Pararíamos e correríamos. A lua estaria cheia e brilhante sobre nós. Não precisaríamos ir tão longe... Na esquina, na sua casa ou na minha. Só a companhia era o que importava. É como eles dizem que o que importa é ser feliz... E eu sei que acharia a minha felicidade com você. Não que eu não esteja feliz no momento... Longe disso! Estou bem. Mas eu poderia estar melhor e, talvez, até você estaria mais feliz, não? Veria seu lindo sorriso e saberia que era para mim.
Mas estou aqui, te esperando... E nada acontece.
Deveria seguir em frente, esquecer e coisa e tal. Mas deveria é uma palavra que não deveria existir no meu vocabulário. Ela sempre está lá quando não deveria. Como você, mas o oposto. Você nunca está lá quando, na verdade, deveria.
Não sei se te espero. Desisto ou vivo com uma expectativa de que você um dia irá voltar?
Talvez não volte. Provavelmente não. Com certeza não.
Lembro do dia de que te perguntei: "Por que a gente não se esquece?", como a letra da música. Você rapidamente completou com o próximo verso, não sabendo que estava me machucando quando pronunciou aquelas palavras: "Devia ser assim, mas não acontece." Devia ser assim? A gente tinha que se esquecer? Por mais que fosse uma pergunta - e olha que naquele momento eu nem havia me lembrado da letra da música -, aquela não era a resposta que eu queria ter escutado.
Penso em desistir de novo, pois não sei se consigo viver com tanta incerteza na minha vida.
Mas eis que aparece um sinal de fumaça no céu e está escrito as mesmas palavras que você costumava me dizer todas as noites.
Você vai, volta e vira tudo de ponta cabeça.
Eu viro, reviro e fico do avesso.
Queria uma resposta. Aguardo por uma.
Aguardo por uma que nunca vou ter.
Atenciosamente,
Sua.
Boa noite.
O negócio é o seguinte: eu não sei mais o que fazer. Eu tento, viro, reviro e me contorço. E nada faz sentido.
Sabe essa pessoa que está lendo? É, você mesmo. Eu quero você.
Te pegaria no meu carro, daríamos uma volta por aí, em qualquer lugar. Pararíamos e correríamos. A lua estaria cheia e brilhante sobre nós. Não precisaríamos ir tão longe... Na esquina, na sua casa ou na minha. Só a companhia era o que importava. É como eles dizem que o que importa é ser feliz... E eu sei que acharia a minha felicidade com você. Não que eu não esteja feliz no momento... Longe disso! Estou bem. Mas eu poderia estar melhor e, talvez, até você estaria mais feliz, não? Veria seu lindo sorriso e saberia que era para mim.
Mas estou aqui, te esperando... E nada acontece.
Deveria seguir em frente, esquecer e coisa e tal. Mas deveria é uma palavra que não deveria existir no meu vocabulário. Ela sempre está lá quando não deveria. Como você, mas o oposto. Você nunca está lá quando, na verdade, deveria.
Não sei se te espero. Desisto ou vivo com uma expectativa de que você um dia irá voltar?
Talvez não volte. Provavelmente não. Com certeza não.
Lembro do dia de que te perguntei: "Por que a gente não se esquece?", como a letra da música. Você rapidamente completou com o próximo verso, não sabendo que estava me machucando quando pronunciou aquelas palavras: "Devia ser assim, mas não acontece." Devia ser assim? A gente tinha que se esquecer? Por mais que fosse uma pergunta - e olha que naquele momento eu nem havia me lembrado da letra da música -, aquela não era a resposta que eu queria ter escutado.
Penso em desistir de novo, pois não sei se consigo viver com tanta incerteza na minha vida.
Mas eis que aparece um sinal de fumaça no céu e está escrito as mesmas palavras que você costumava me dizer todas as noites.
Você vai, volta e vira tudo de ponta cabeça.
Eu viro, reviro e fico do avesso.
Queria uma resposta. Aguardo por uma.
Aguardo por uma que nunca vou ter.
Atenciosamente,
Sua.
domingo, 10 de julho de 2011
let's go!
Sabe quantas noites eu já passei igual essa de hoje? Várias.
Sabe quantas baladas eu já fui? Algumas.
Sabe o que me falta? Consciência.
Sabe o que mudou? Algo em mim.
Há uns meses eu não me importaria de ficar em casa. Mas agora está tudo diferente.
18 anos, trabalhando, próprio dinheiro... Independência.
Claro que eu fiz 18 anos "ontem", e esse é só o início da minha vida... Mas eu quero aproveitá-la agora.
Quem está comigo?
Sabe quantas baladas eu já fui? Algumas.
Sabe o que me falta? Consciência.
Sabe o que mudou? Algo em mim.
Há uns meses eu não me importaria de ficar em casa. Mas agora está tudo diferente.
18 anos, trabalhando, próprio dinheiro... Independência.
Claro que eu fiz 18 anos "ontem", e esse é só o início da minha vida... Mas eu quero aproveitá-la agora.
Quem está comigo?
segunda-feira, 4 de julho de 2011
art or life?
A arte imita a vida. Ou a vida imita a arte?
Poderia ter acontecido com qualquer um; eu, você, ela.
Era como a história daquele livro que você já leu: o mesmo enredo, só havia mudanças nas personagens.
A realidade era tão boa quanto a história.
Nunca sentiu algo tão verdadeiro.
Mas isso fora verdade mesmo? Se sim, qual livro é esse que você leu e qual história é essa que você viveu?
Poderia ter acontecido com qualquer um; eu, você, ela.
Era como a história daquele livro que você já leu: o mesmo enredo, só havia mudanças nas personagens.
A realidade era tão boa quanto a história.
Nunca sentiu algo tão verdadeiro.
Mas isso fora verdade mesmo? Se sim, qual livro é esse que você leu e qual história é essa que você viveu?
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